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EXECUÇÃO DE PM

Quarta-feira, 27 de Dezembro de 2017, 11h:12 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Suspeita de matar marido tem pedido de habeas corpus negado

Daffiny Delgado

Reprodução

mulher pm morto

 

O desembargador Pedro Sakamoto, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, negou o pedido de Habeas Corpus a Deise Ribeiro de Oliveira, de 23 anos, acusada de assassinar a tiros o marido, o policial militar, Moshe Dayan Simão Kaveski, de 28 anos. A decisão do dia 14 de dezembro foi publicada nesta semana.

 

De acordo com a decisão, Sakamoto afirmou que os autos do processo demostraram “elementos suficientes” de que Deise planejou a morte do marido.

 

“Com efeito, analisando perfunctoriamente os autos, não verifico, em sede de cognição sumária, a existência de elementos suficientes que evidenciem a ilegalidade na manutenção do édito prisional impingido, porque, aparentemente, o juízo a quo fundamentou a necessidade da medida para garantia da ordem pública e aplicação da lei penal (CPP, art. 312), até porque segundo consta no caderno processual a paciente, supostamente, teria efetuado diversos disparos de arma de fogo contra a vítima, que atingiu-a na região da cabeça e tórax, que veio a óbito no local”, decidiu o desembargador.

 

De acordo com o pedido, a defesa da mulher alega que não existe prova concreta de que ela tenha participado da ação criminosa. Portanto, os argumentos para mantê-la presa são “frágeis” e “insuficientes”. 

 

Na decisão, o magistrado apontou ainda que as investigações mostram que Denise teria planejado e executado o crime contra o próprio marido. “A paciente, supostamente, teria efetuado diversos disparos de arma de fogo contra a vítima, que a atingiu na região da cabeça e tórax, que veio a óbito no local”, descreve a decisão.

 

O crime

 

O crime ocorreu no dia 4 de dezembro na frente da casa do casal, no distrito de União do Norte, em Peixoto de Azevedo (691 km ao Norte de Cuiabá). O policial foi morto com tiros na cabeça e na região do tórax.

 

As investigações apontam que um dos disparos foi à queima-roupa e teria ocorrido no momento em que a vítima estava agachada, soltando o cachorro da casa.

 

Em primeiro depoimento, a suspeita disse à polícia que um suspeito de estatura baixa, gordo e com trajes escuros foi o responsável pelo crime. Um homem com essas características acabou sendo preso, mas liberado logo em seguida.

 

Em segundo depoimento, a mulher mudou a versão e afirmou que o crime teria sido praticado por dois indivíduos, que supostamente haviam roubado o celular da vítima. No entanto, o celular do PM foi encontrado próximo ao muro da residência.

 

Conforme as investigações, em terceiro depoimento, a suspeita confessou ter discutido com o marido, mas negou o crime.

 

Uma equipe do Corpo de Bombeiros de Tangará da Serra (a 242 km de Cuiabá), foram acionados, mas quando chegaram no local as vítimas já haviam sido socorridas pelo Samu.

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