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Sábado, 16 de Dezembro de 2017, 10h:48 - IMPRIMIR | comentar (01)
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AMM pede rapidez na apuração da morte de prefeito e governo monta força-tarefa

Da Redação

(Foto: Reprodução/Web)

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Na noite desta última sexta-feira (15), após o assasinato do prefeito de Colniza, Esvandir Antônio Mendes (PR), de 61 anos, morto a tiros dentro de um carro, na Avenida 7 de Setembro, por volta de 18h30, o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Neurilan Fraga lamentou o ocorrido. Por meio de nota, Fraga afirmou que em nome dos 140 prefeitos de Mato Grosso, que repudiava com profunda tristeza o assassinato do gestor municipal. 

 

Ainda solicitando ao Governo do Estado uma força tarefa para que o caso fosse esclarecido nas próximas horas, de forma que os assassinos não ficassem  impunes.

 

Também no mesmo dia, pouco após a morte do prefeito, o chefe do Executivo estadual, o tucano Pedro Taques, anunciou a criação de uma força-tarefa composta por integrantes das polícias Civil e Militar para identificar os responsáveis pelo assassinato. Ainda informando que iria ao município com a cúpula da Secretaria de Segurança Pública para acompanhar as buscas aos suspeitos e as investigações do homicídio.

 

Esvandir Mendes foi atingido por vários disparos de arma de fogo quando chegava à zona rural da cidade, localizada a 1,2 mil quilômetros de Cuiabá. O secretário municipal de Finanças, Admilson Ferreira dos Santos, que acompanhava o prefeito, também foi baleado e está internado em um hospital da cidade. 

 

De acordo com o coronel Eduardo Henrique de Souza, comandante regional da Polícia Militar de Colniza, os suspeitos estavam em um SUV de cor preta. O prefeito foi abordado no momento em que chegava da zona rural e estava acompanhado do secretário de finanças daquele município. "Eles [suspeitos] começaram a a atirar contra o carro. O prefeito tentou fugir por um tempo e, mesmo ferido, conseguiu chegar até um posto de gasolina localizado na entrada da cidade, onde encostou o carro. Os dois foram feridos, mas o prefeito não resistiu".

 

O município mato-grossense ganhou a fama, pela Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), como a mais violenta do Brasil. No início da década, Colniza chegou a registrar 165,3 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes – o mais alto índice de homicídios do Brasil. O motivo das mortes comumente eram conflitos fundiários e desavenças entre madeireiros, seringueiros, agentes do poder público e ambientalistas.   

 

Colniza possui, em seu território, quatro unidades de conservação visitadas pela Expedição Guariba-Roosevelt: Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, Estação Ecológica Rio Madeirinha, Estação Ecológica Rio Roosevelt e Parque Estadual Tucumã. A cidade surgiu na década de 80, como parte de um projeto para colonizar a Amazônia. A idéia era trazer famílias sem terras da região Sul e instalá-las, de forma ordenada, no noroeste do Mato Grosso.

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