Cuiabá, 25 de Setembro de 2017

EFEITO DELAÇÃO

Quinta-feira, 14 de Setembro de 2017, 11h:49 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Apesar de convocação, plenário da AL ainda está vazio, após vídeos sobre mensalinhos

Da Redação

Foto/Reprodução

eduardo botelho

 

Em entrevista coletiva realizada na semana passada, o presidente da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, o deputado socialista, Eduardo Botelho - que esteve fora por 15 dias em decorrência de uma licença médica -, chegou a afirmar que alguns dos colegas parlamentares denunciados pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB), em sua delação premiada, gravados em vídeos recebendo maços de dinheiro, na sala de Sílvio Cesar Correa, ex-chefe de gabinete do ex-gestor peemedebista, estariam depressivos. E que desde que se ausentou da presidência, as sessões passaram a serem encerradas por falta de quórum. 

 

Já no início desta semana, com receio de que as sessões plenárias na Casa de Leis continuem sendo suspensas por falta de quórum, Botelho voltou a convocar seus pares para comparecerem no plenário ao Legislativo. 

 

O socialista - em recente reunião com o governador Pedro Taques -, garantiu que seria dada, no Legislativo, sequência à tramitação da Proposta de Emenda a Constituição (PEC) do Teto de Gastos, que se encontra no Parlamento desde o mês passado. 

 

A mensagem deve ser apreciada até 30 de novembro, tendo em vista o prazo estipulado pelo Governo Federal para que os estados ingressem no programa fiscal. Para tanto, o projeto deve seguir alguns ritos obrigatórios, conforme determina o regimento interno da Casa de Leis.

 

Mas nesta terça-feira (12), apesar do chamamento do presidente, os parlamentares optaram, por enquanto, em  somente analisar, em reunião realizada pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, as pautas sobre o Veto Parcial nº 30/2017, da Mensagem nº 58/2017, do Poder Executivo, aposto ao Projeto de Lei Complementar nº 12/17, que altera dispositivos da Lei Complementar nº 550, de 27 de novembro de 2014, que dispõe sobre a transformação da Auditoria-Geral do Estado em Controladoria-Geral do Estado.

 

Na ordem do dia, ainda entrou o Projeto de Lei nº 470/2016 (Mensagem nº 92/2016), do Poder Executivo, que institui o Programa de Integridade Pública do Governo do Estado de Mato Grosso para todos os órgãos e entidades da Administração Pública, Autárquica e Fundacional do Poder Executivo Estadual, fomentado e fiscalizado pelo Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção. 

 

Ainda acanhados

 

Depois que 15 parlamentares dos 24, da Casa de Leis, foram gravados em depoimentos dados ao ministro Luiz Fux, sobre suposto 'mensalinho' que os parlamentares recebiam para para apoiar a sua gestão, muitos acabaram sumindo de cena. 

 

São citados na delação de Silval Barbosa os deputados José Domingos Fraga (PSD), Mauro Savi (PSB), Baiano Filho (PMDB), Romoaldo Júnior (PMDB), Guilherme Maluf (PSDB), Pedro Satélite (PSD), Gilmar Fabris (PSD), Dilmar Dal Bosco (DEM), Sebastião Rezende (PSC), Wagner Ramos (PSD), Adalto de Freitas (SD), Eduardo Botelho (PSB), Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), Oscar Bezerra (PSB) e Silvano Amaral (PMDB). 

 

Aliás, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) não poupou ninguém em sua colaboração com a Justiça, nem mesmo os mortos. Na lista de políticos que teriam se beneficiado com esquemas de corrupção, Silval citou os nomes do ex-governador Dante de Oliveira, ex-deputado federal Homero Pereira, ex-deputado estadual Walter Rabelo, ex-secretário estadual de Infraestrutura Vilceu Marchetti, ex-conselheiro do TCE Ary Leite de Campos, ex-membro do TRE e ex-braço direito de José Riva, Eduardo Jacob, e Valcy José Piran, irmão do empresário e dono de factoring Valdir Piran.

 

Os equipamentos - uma filmadora e uma caneta de gravação de áudio e vídeo -, usados para gravar a entrega de propina a agentes públicos foram entregues ao STF, pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Os equipamentos ficam com as autoridades para eventual necessidade de passar por perícia. Eles não devem ser devolvidos aos donos. 

 

Na delação de Sìlvio Correa, ex-chefe de gabinete de Silval, ele revela que usou a filmadora para gravar deputados estaduais recebendo dinheiro em seu gabinete no Palácio Paiaguás. Segundo ele, a câmera é pequena e ficou escondida numa antena parabólica que ficava na estante de seu gabinete. Já a caneta espiã, foi usada pelo filho do ex-governador, Rodrigo Barbosa, para gravar algumas reuniões. Com este equipamento, por exemplo, ele gravou uma reunião com o deputado Wagner Ramos em seu escritório.

 

Sem punição

 

Mesmo diante dos escândalos - veiculados em primeira mão no Jornal Nacional da Rede Globlo, o presidente da Assembleia garante que a Mesa Diretora não irá tomar nenhuma providência contra os parlamentares delatados. De acordo com o socialista, neste caso o Parlamento Estadual só pode instaurar procedimento se for provocado, o que não ocorreu até o momento. 

 

Entretanto, Botelho admite que os vídeos veiculados em nível nacional arranharam a imagem deixaram No que diz respeito à imagem da Casa, o presidente assume que está “arranhada”. “Evidentemente que o Poder Legislativo e a política de um modo geral vêm sofrendo uma degradação a nível nacional e estadual por conta dessas corrupções gritantes que vem ocorrendo no país inteiro. A imagem do Legislativo está um pouco arranhada. Temos que fortalecer o legislativo”, finalizou. 

 

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