Cuiabá, 25 de Setembro de 2017

SEGUNDO A DELAÇÃO

Terça-feira, 12 de Setembro de 2017, 15h:33 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Após negociar esquema de benefícios fiscais à JBS, Wesley Batista deixa de pagar R$ 8 mi a Silval

Da Redação

(Foto: Reprodução da internet)

Weslley Batista

 

 

Conforme relato do ex-governador Silval Barbosa, em um de seus depoimentos na delação premiada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, a JBS ficou devendo R$ 8 milhões em propina, após acordar e ser privilegiado com esquema de benefícios fiscais.

 

A delação premiada firmada por Silval com a Procuradoria-Geral da República (PGR), foi homologada por Fux, no dia 9 de agosto. E, teve seu sigilo quebrado no último dia 25.

 

De acordo com o documento, o ex-governador se reuniu com um dos proprietários da JBS, Wesley Batista (irmão de Joesley Batista), em 2011. E, durante a reunião, agendada pelo empresário Fernando Mendonça, acordou o esquema de benefícios fiscais à empresa por propina, que até 2012 teria chegado ao montante de quase R$ 10 milhões.

 

“No ano de 2011, o colaborador se reuniu com Wesley Batista, presidente do Grupo JBS, sendo que tal reunião foi agendada por Fernando Mendonça que mantém um parentesco com Wesley Batista.

 

 Nessa conversa, o colaborador se recorda que pediu ajuda a Wesley para quitar dívidas da campanha eleitoral, sendo que ele concordou, desde que fossem concedidos benefícios fiscais para a empresa, não se recordando se nessa reunião mais alguém participou”, diz trecho da delação.

 

Conforme a delação, os valores para quitar as dívidas de campanha começaram a ser repassados, na medida em que os benefícios iam acontecendo. O ex-gestor municipal, ainda, garantiu que cerca de R$ 7 milhões foram usados para quitar uma dívida que o atual ministro de Agricultura, Blairo Maggi, fez quando era governador.

 

Para quitar a dívida de R$ 40 milhões, segundo o ex-governador, faltava apenas os R$ 7 milhões. No entanto, Maggi quando governador, teria condicionado o pagamento ao apoio a candidatura de Silval. E, com isso, restou ao delator pagar o que faltava da dívida.

 

“O colaborador optou pelo financiamento, pois estava recebendo muita pressão de Valdir Piran e seus juros eram altos, por volta de 4,5% ao mês, motivo pelo qual contraiu esse empréstimo com Chico Badoti e Kuki, que eram sócios, pois esses cobravam juros em torno de 2%. Sendo assim, contraiu tal empréstimo de R$ 7 milhões, sendo esse valor transferido de Badoti e Kuki para Valdir Piran, sendo que esse financiamento foi pago com valores de propina recebidos pela JBS”, afirmou o ex-governador na delação.

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